quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Sermão da Montanha III


Então vem Jesus e anuncia na montanha:

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Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; 
Mateus 5:9
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     Aqueles que proporcionam a paz, mas para proporcionarem a paz eles devem ser pacíficos, porque sendo pacíficos estão em harmonia, e harmonizados eles harmonizam, não há contagio mais poderoso do que o contagio do bem, quando nós nos acercamos de alguém que é bom desejamos ser igual a uma empatia que nós nem sabemos explicar, a uma onda de alegria que nos invade, assim também ser pacificador é algo soberanamente nobre. Porque nós nos tornamos o polo de energia através do qual o bem proporciona a paz, em latim patificare é fazer a paz Pax efatere. Então fazer a paz é carregar esse tesouro de harmonia intima e onde quer que se esteja estar-se sempre em paz, então nossa paz não irá depender do lugar onde estamos é necessário que essa paz venha de dentro. Então é necessário sermos também pacificadores nesse estado de estarmos pacificados em nosso mundo intimo. Diante de qualquer desafio fazer a parte que lhe diz respeito lembrando que você sempre pode ir um pouco mais, mas o resto é de Deus.

     Já afirmava Abbé Pierre um sacerdote católico francês. Morreu com 94 anos. Revoltado ao constatar que num país rico como a França morriam, devido ao frio, pessoas que dormiam na rua, o Abbé Pierre, que se iniciou na ordem franciscana e passou pela dos capuchinhos, falou em 1954 aos microfones da Rádio Luxemburgo, para lançar alertas no sentido de recolher apoio, doações para salvar os mais pobres de uma morte certa.

"Toda vez que tenho um problema eu grito por Deus e oro, e tenho a impressão de que ele não vai chegar a tempo, depois que o problema passa ele chegou dez segundos antes e resolveu o problema".

     Mas nós queremos as soluções ao nosso modo, então fazer a paz é manter essa realização interior que plenifica, nem é importante que os outros saibam, mas se nós chegarmos nós irradiamos, quem não gostava de estar ao lado de Xico, de Madre Tereza da Irmã Dulce, de Agostinho dos nobres da ciência, da arte em qualquer área em que exulte a paz a beleza, nós gostamos de pessoas bela, física, psíquica, moral emocionalmente, daquelas pessoas que nos irradiam daquilo que tem dentro, sem necessidade de dizer, somente permanecer em silencio ao lado dessas pessoas. Aprendemos a fazer silencio para ouvirmos o amor. Aprendemos a fazer silencio para escutarmos a Deus. Então por isso Jesus diz com toda propriedade bem aventurado os pacificadores.

     Narra o evangelho que logo depois que Jesus se foi Pedro e João, ficaram morando perto de Jerusalém e certo dia os dois apóstolos foram ao templo e meditando a respeito das palavras do amor não amado, quando eles saiam os paralíticos que ficavam a porta, um deles estendeu-se a mão e disse dá-me uma ajuda sou paralitico e Pedro disse não tenho prata nem ouro para te dar, mas o que tenho dou-te, levanta-te e anda, o paralitico abriu o olho levantou-se e andou, ele deu-se não deu do que tinha, porque não tinha nada, deu daquilo que era. Então a partir daí os enfermos eram colocados na calçada para que ele e João quando saiam do templo a sua sombra caísse sobre os enfermos e curasse-os, era imagem na projeção do sol, o seu magnetismo, conseguimos olhar a paz refletida nos olhos das pessoas, a maneira tranquila de caminhar, de falar, de viver, a paz não se perturba ela é o estado interior do individuo, mas quando nós nos vestimos de paz qualquer coisa rompe porque se alguém puxar com força leva nossa paz é a vestidura,

Então disse Jesus:
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Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. João 14:27
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     Qual é a paz do Cristo que só ele pode dar? É essa auto descoberta é esse cristificar-se profano na linguagem exotérica e cristificado. Como é o individuo cristificado aquele que é Santo? Não, Não, esta santificando-se porque se ela já é, não tem lugar para ele aqui, ele vai para os céus das tradições. A nossa tarefa atual é de alto cristificação. Uma irritação, quem não a tem? Uma pessoa insistente, nós explicamos ela não entende ou não quer entender, O que nos custa ser pacificador?

Então Jesus vai adiante: "Bem aventurado os tristes"

Aqueles que têm uma tristeza atitude e não aqueles que têm uma atitude de tristeza.

     A atitude de tristeza é não viver na algaravia, ser alegre interiormente e harmônico exteriormente, como fazemos um ruído desnecessário e como a nossa tristeza é deprimente, é a nossa tristeza de ver o mundo tão agressivo e sofrido e nossa alegria de sermos embaixadores de Deus no mundo triste, essa é a atitude a atitude te triste e não a triste atitude a triste atitude é aquela da revolta, da amargura da queixa do desespero, essa é uma triste atitude, mas atitude triste é ver o crime a impunidade nossa ausência de recursos, o deboche a desonestidade onde não deveria estar, pelo menos na aparência, mesmo que não fosse em profundidade. É o grande momento de transição da Terra. Essa atitude que nos coloca tristes é ver quão pouco podemos fazer pelos outros, devendo tudo investir para não nos tornarmos iguais aos outros que tombaram, agora a atitude triste deplorável essa nós deveremos superar, porque quando nós elegemos o bem temos que abandonar alguma coisa aquilo que antes nos dava prazer o cigarro o álcool o desvario o sexo desarvorado as lutas pela posse.
     Em um culto religioso da igreja evangélica, na missa católica, na reunião budista, seja onde for que encontre a paz que encontre Deus, até mesmo fora de qualquer religião onde encontre harmonia e saiba e sinta que pode construir algo dentro de si e que esse jogo essa renuncia foi compensador. Então é a tristeza com Deus longe da alegria do vácuo da vida física, daí bem aventurado os tristes.





     E Jesus diz ainda mais:
❋ ❋ 
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; 

Mateus 5:10
❋ ❋ 




     Porque aqueles que sofrem perseguição quase sempre são vítimas de circunstancias deploráveis, essas perseguições insidiosas. Eu te odeio porque não te posso derrubar, eu te odeio porque te invejo a postura. Então todo perseguido não deve ficar magoado deve ficar exaltado, todo aquele que está sobe o estigma da perseguição, de amigos, de confrades, de irmãos de inimigos, devem exultar porque deles é o reino do céus e se essa perseguição for em nome da justiça, melhor.

❆ ❆ ❆ ❆ ❆ 

      Era o ano de 1939 na Áustria narra uma senhora judia.
     Eu morava no país das flores, meu pai era um grande cirurgião austríaco, e minha mãe era uma professora que amava os seus alunos, amava-os porque ela não ensinava para ganhar, não necessitava.
     Todas as noites meu pai nos chamava, a minha mãe a mim e ao meu irmão de quinze anos, a varanda para olhar as estrelas, e então ele nos falava da beleza da vida e de Deus do amor de Jesus para como as pessoas e meu irmão terminava tocando ao violão o Edelweiss (música composta por Richard C. Rodgers, com letra de Oscar Hammerstein para o musical THE SOUND OF MUSIC).
     
     Nós nunca tínhamos motivos para tristeza, só para alegria, no mês de Dezembro tudo mudou, falava-se de um senhor Hitler, que eu menina não sabia quem era, mas nós continuávamos na varanda em nossa casa todas as noites olhando as estrelas nos Alpes, até o dia que chegaram os saldados eles no arrancaram de nossa casa, sem perguntar nada, sem dizer nada nos arrancaram e então meu pai nos disse não se preocupe é por pouco tempo, mas não foi por pouco tempo, colocaram-nos num trem como animais, e a nossa casa mudou, mudou para outra que se chamava campo de concentração, então eles nos roubaram as nossas estrelas, então minha mãe dizia: aqui a nossa estrelas são essas de seis pontas, é a estrela mais bela que existe, a estrela de judeu , e nós ficamos ali e fomos ficando, até um dia que eles pegaram papai e mamãe e levaram para que tomassem um banho, mamãe me olhou profundamente e disse:

"Não esqueça o Edelweiss, nem as estrelas".


Meus pais nunca mais voltaram, mesmo assim como eles não me roubaram a memória, eu cantava o Edelweiss baixinho quando ia deitar, até um dia que pegaram meu irmão jogaram em um trem e ele me disse adeus, e eu nunca soube para onde ele foi, nunca mais. Passaram-se já tantos anos, a vida mudou pouco, eu agora voltei a minha casa, e na varanda eu estou olhando o céu e ouço mentalmente o Edelweiss tocado por meu irmão no violão, as estrelas faíscam, eles roubaram a minha família, roubaram tudo porque disseram que nós éramos judeus, mas na nossa doutrina diz que os perseguidos estarão no reino dos céus e serão chamados filhos de Deus.


Então... Eu descobri que o ser humano é um leão, que tem uma capa de cordeiro por cima então ele se desvela quando é espicaçado por ideais políticos, religiosos, por inveja, por preconceitos, Quando é que seremos um dia cordeiros bebendo no mesmo rio com lobos nos olhando complacentes, então Jesus disse bem aventurados todos aqueles que são perseguidos pela justiça.
 
Nunca nos preocupemos de ser perseguidos, no trabalho ou por um colega invejoso, em casa por uma circunstância de desamor, na rua na comunidade no clube na sociedade no mundo, não nos preocupemos. Os perseguidores já são tão infelizes que não podemos preocupar com eles, mas estejamos atentos para que não nos tornemos perseguidor de ninguém. Essa é a mensagem do sermão da montanha.





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Palestra proferida pelo orador espírita Divaldo Franco.

O Sermão da Montanha II

Jesus ergue sua voz e declara altíssimo: 

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Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus 

Mateus 5:8 


     Ser pobre pelo espírito é bem mais fácil, ser puro de coração é bem mais difícil - aquele que quer ser puro de coração tem que aprender a se libertar-se do que tem, mas principalmente libertar-se daquilo que gostaria de ter, quantos escravos do que não tem, é até admissível que a pessoa se apegue ao que tem mais apegar-se aquilo que gostaria de ter e não valorizar a vida diante de todas as concessões que estão ao alcance é um desequilíbrio interior de visão a respeito da vida. 

Ser puro de coração, qual o melhor exemplo de pureza? 

     A Luz - tudo se conspurca, menos a luz, se nós temos qualquer coisa que significa imundo, poderemos lavar e a sujeira impregna no liquido que a retira. A luz beija o pântano/lama com a mesma naturalidade com a qual o faz na corola de uma flor que nem fica perfumada nem fica com odores desagradáveis, então ser puro de coração é ter a capacidade de onde quer que esteja não se impregnar dos valores ambientais. Pessoas a que no meio de outros que são ociosos logo aderem, aflitos logo se agitam, desesperados logo se perturbam, e quando são convidados a harmonia não tem espaço mental porque estão agitados, aparentemente estão com a face em um sorriso, mas a mente esta profundamente aturdida, a necessidade de ser puro de coração, é aquela mesma de conseguir amar sem nenhuma exigência, amar sem esperar algo em troca, apenas amar. O nosso egoísmo é tão cruel que quando nós queremos algo ou simpatizamos com algo já a ambição da posse toma conta de nós, não são poucas as pessoas que dizem: Eu amo tanto e sou infeliz. Eu digo: mas não é porque ama, é porque deseja possuir o objeto amado, o amor só pode fazer bem, só ama quem tem sentimentos nobres, mas se esses sentimentos estão acompanhados dos desejos já não é amor é troca de sensações, não se contenta em ver e desfrutar tem que possuir. 


Então ser puro de coração é não trazer as cargas aflitivas dos desejos perturbadores e insensatos, é ser mais pobre do que rico, pobre pelo espírito do que rico em coisas, nas longas jornadas de uma existência muito larga, temos convivido com pessoas pobres felizes, e pessoas ricas amarguradas, a primeira questão da amargura do poder é a alto desconfiança, porque o poderoso nunca acredita que ele é amado pelo que é, mas sim pela situação a qual, se encontra, e tem grande razão, a maioria daqueles que cercam o homem ou a mulher de poderes, estão ali para poder desfrutar da aparente claridade da qual eles brilham, não é por eles, porque assim que algo os ameaça, abandonam-nos e fogem quanto antes, para que não salpique a lama da queda no posso abissal, então Jesus fala que é necessário ser puro de coração, para ter o reino de Deus dentro de si. Como nós podemos exercitar a pureza de coração? Amando, amando no plano vertical, buscando no plano horizontal, é mais importante a nossa integração com o ser divino, do que a nossa vinculação com as questões temporárias, sempre penso como a vida física é bela, forte e enganosa, e como nosso corpo é poderoso e é frágil, esse corpo que aguenta a variação de muitas atmosferas que resiste a embates terríveis, pode morrer com uma picada de alfinete infectado, apenas uma picada de alfinete. Esta organização extraordinária depende de entidades quase invisíveis, as micropartículas constitutivas das células, e se as células desarmonizam-se todo o conjunto está ameaçado, porque na sua mitose ela se multiplica, cai na corrente sanguínea, e em breve todo o conjunto esta fragilizado. 


     Nós atribuímos ao corpo tanto poder, e esquecemos que o poder vem da mente não é da matéria, e que esse poder vem do espírito, que exterioriza na mente cerebral daí a verdadeira manifestação de controle desta maquinaria que é nosso corpo, esta no espírito. (Maiores esclarecimentos ver tópico Centros Vitais). Devemos criar novos hábitos, pensar coisas agradáveis, prazenteiras, Então dai existem as pessoas adoram uma desgraça, porque perdeu a faculdade de amar, então não quer expirar amor, gosta de expirar compaixão, e quando expira compaixão não é puro, porque isso é uma farsa, são mecanismos. É necessário então que nós sejamos puros, que nosso amor seja puro, não ter artifícios não ter meandros escabrosos para reter o outro, ninguém retém a ninguém, a pessoa para porque quer. E às vezes o corpo fica, mas não a pessoa a mente vai além, e aquele ser que desejávamos aprisionar não está mais conosco, está em outra paisagem, daí a pureza de coração é essencial na proposta de Jesus. 




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Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; - Mateus 5:7

     O ódio a nossa frustração o nosso conflito é que é o inimigo que nós projetamos no outro. Misericórdia quer, ele mesmo tem ocasião de dizer, quem não necessita de misericórdia? Certo dia conversava com Chico Xavier a respeito da lei de causa e efeito, e o venerando apóstolo disse muito sutilmente: “Meu filho se examinarmos o passado e o presente de muitas criaturas, nem pelo amor nós merecemos reencarnar, o individuo que ceifa a vida de outro, sem motivo e motivo que tivesse o individuo que calunia que agride que desonra absolutamente consciente, ele sabe que está cometendo o delito, e sente certa euforia, nem o amor dar-lhe chance de reencarnar, entra ai a misericórdia de Deus". - Deus é amor, mas a misericórdia está acima do amor, porque o amor é justo a misericórdia é benigna, nós sempre diremos sei de tudo, mas apesar disso ai entra o toque de misericórdia, é necessário que sejamos misericordiosos.


     Quantos inimigos nós temos? Todos? Mas que bom ter inimigo é normal, mas que maravilhoso é não ser inimigo de ninguém, me disse Joana de Angeles: "Não te preocupe com os inimigos, não gastes tempo mental, aplique esse tempo mental em não ser inimigo deles, se eles não gostam de ti é perfeitamente natural, está no seu nível, numa jornada nessa natureza é muito comum encontrarmos essas colocações terrificantes". Então é necessário ter misericórdia – Nós temos pessoas que nos amam e não podemos permitir que o ódio dos maus diminua o brilho do amor dos bons, quando nós temos alguém que nos amam, e todos temos, porque é que nós valorizamos exatamente quem não gosta de nós? É desvirtuar e desconsiderar o amor que nos dão. Porque optamos sempre por aquele que nos amargura? Porque não temos misericórdia no coração mais Deus tem. Daí é necessário ser misericordioso para alcançar misericórdia.


Palestra proferida pelo orador espírita Divaldo Franco.

O Sermão da Montanha I

     A ciência aliada à tecnologia conduziu a criatura humana a patamares antes jamais concebidos, foi possível modificar completamente a estrutura do nosso planeta, pântanos transformaram em pomares, desertos em jardins, ligaram-se ilhas a continentes, mas quando o homem resolveu sair da face externa do planeta, conquistou o infinito, galáxias novas, uma concepção audaciosa do cosmos, e nesse sublime deslumbramento ele voltou-se para entender a realidade de si próprio. 


     A fim de conseguir o êxito, ele fez a jornada para dentro da constituição molecular da matéria e cativou a ordem que já existia no macrocosmo, de maneira equivalente no mundo das pequenas partículas, depois desses voos notáveis, para fora e para dentro, da constituição material, ele sentiu necessidade de fazer uma viagem para dentro dele próprio, mas apesar do grande empenho, que vem sendo realizados desde quarenta mil anos, quando surgiram os prodomos da razão, no ser que saía da fase animal, até este momento ainda não logrou interpretar-se a si mesmo, é por esta razão que nesse mundo de glórias existem tantas misérias, que ao lado do poder o ouvido, que diante da grandeza a pequenez, que os pigmeus estão sempre lutando contra os gigantes, para poder lograr êxito nessas atividades, o ser humano está convidado a volver as páginas soberanas do evangelho de Jesus, porque as conquistas notáveis da ciência, que prolongaram a nossa vida na terra, que lograram mesmo diminuir a dor, mascarar em determinados momentos, adia-la, diminuí-la, toda essa contribuição não fez que o ser racional passasse a viver este entendimento, a cada momento a ciência em seus vários aspectos fala-nos da necessidade de preservarmos a vida, a vida humana, a vida animal, a vida vegetal, preservar o planeta as demonstrações são contundentes mais nada obstante o ser humano continua violento rebelde toxicando-se e matando o próprio planeta. Naquilo que diz respeito ao bom tom, em relação a sua existência ele tem os dados científicos, matematicamente comprovados, mas age ao império da emoção, sem a menor lógica, cada vez atirando mais no abismo do desequilíbrio, no fugaz prazer, na alegria de um segundo, para o tormento de um largo período, porque perdeu o endereço de si mesmo. Qual seria esse endereço?
     Mohandas Karamchand Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela. Frequentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).


     Fazendo uma análise ao seu tempo da melhor solução para a criatura humana, Gandhi asseverou com emotividade:

“Se a humanidade perdesse todas as obras sacras, e ficasse apenas o Sermão da Montanha, não teria perdido nada”. Porque o Sermão da Montanha é a mais notável contribuição do pensamento, em todas as épocas da história para a plenitude humana e exatamente esse Sermão da Montanha de que nos iremos utilizar hoje, em uma experiência alto reflexiva, e que cada um de nós avançará através da meditação nos conceitos de Jesus e na sua aplicação no cotidiano. Já basta de exaltamos dizemos: “Que página linda, que verbo eloquente, que lição maravilhosa” e continuarmos absolutamente os mesmos, já soa o momento de colocarmos a proposta do bem em nosso mundo íntimo, não tanto para beneficiarmos os outros, mas para no alto beneficiarmos. A sociedade está cansada de promessas, está exalta de gurus, de líderes, de pessoas sacramentais, mas está necessitando de paz interior, e está somente advirá através de uma corada reflexão corajosa, para que não esperemos que os outros nos digam o de que nós necessitamos, mas para que nós descubramos o que nos é indispensável e partamos da busca infatigável desse essencial.
     O preclaro codificador da doutrina espírita Allan Kardec (Pedagogo, escritor e tradutor francês) em uma página rica de beleza em seu livro - Le Livre des Esprits aborda a questão do necessário e do supérfluo, as nossas dores mais angustiantes não são pela falta do necessário, mas do supérfluo, temos saúde ou somos saúde e gostaríamos de ter isso aquilo aqueloutro, e aqueles que têm todas essas aspirações não são saudáveis, é paradoxal, portanto, constatar que o ser e o ter continuam em situações conflituosas, é mais importante ser que ter, ser bom, ser nobre do que ter coisas, ser paz, não apenas ter paz, ser, porque quando se é, nada modifica, e quando se tem normalmente se perde, já que no mundo físico tudo é transitório inclusive o mundo físico. 

     Foi para poder realizar a saga dessa mensagem que Jesus abandonou o solo do altíssimo, para vir viver com as criaturas humanas, para estar conosco, para poder desenhar a hora da plenitude, e para que fossemos ricos de harmonia interior, para que estivéssemos em perfeita ligação com ele, e para tanto antes de iniciar essa monumental sinfonia, que ainda permanece inconclusa, ele demorou-se quarenta dias e quarenta noites em silêncio, narram os evangelistas, seus amorosos discípulos, que ele procurou a quietude do deserto, ali durante quarenta dias quarenta noites, procurando jejuar, não somente de corpo, mas de alma, ele manteve em grande silêncio para poder escutar a balburdia da humanidade, e foi logo depois desta jornada na busca de Deus dentro, no solilóquio com Deus que ele veio a Galiléia e numa região romanesca caracterizada pelas brisas perfumadas das rosas de saron ele contemplou o lago depois de haver convocado aqueles que eram os seus companheiros para todos os instantes, e elegeu uma montanha, a montanha de kurun hattin próximo ao mar da Galiléia e ali olhando aquela bacia d’água refletindo o céu azul turquesa adornada pelas montanhas da Decápolis do outro lado, e pelas praias alvas de Magdala de Dalmanuta de Carfanaum, ele abriu sua boca e jamais alguém diria o que ele disse, conforme anotou Mateus nos Cap. 5, 6 e 7 do seu evangelho - E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: - Mateus 5:2

     A primeira proposta de Jesus é um apelo aos ouvidos da humanidade de todas as épocas.
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Bem-aventurados os pobres pelo espírito, porque deles é o reino dos céus; - Mateus 5:3

     Quais são os pobres pelo espírito? É uma proposta bastante audaciosa neste mundo rico de pobres morais neste mundo fascinante de poderosos sem força, de indivíduos que se caracterizam pela violência mental, ser pobre em espírito é um convite profundo a meditação. Qual é minha pobreza interior? Eu que amo o prazer ao luxo ao poder pelos apegos ancestrais, resultantes do meu processo de evolução antroposociopsicologica. Como é que eu poderia ser pobre pelo espírito? Tendo sem estar encarcerado na posse, ter as coisas, mas não depender delas para estabelecer paradigmas de felicidade. Estatuímos que a nossa felicidade é uma condicional, eu somente serei feliz quando... Quando tiver isso, quando tiver aquilo, quando conquistar uma pessoa, quando desfrutar de uma posição privilegiada, e esse individuo que é rico de opção, não tem um espírito rico de paz, é atormentado, porque pode gastar toda vida perdendo a riqueza que gostaria na busca de uma ilusão que pretende, e é necessário que aguardemos o melhor, mas que não desperdicemos o que temos, porque a questão da felicidade não está distinta a parâmetros que tem o mesmo significado apara todos, para o glutão é a mesa farta, para o conflitado é mais um complexo de inferioridade, para o que acumula é mais um milhão ou um bilhão, para o transitório poder do mundo, é mais um cargo mais um destaque, com rejeição total pelos encargos pelos deveres, porque os cargos dão brilho, mas os encargos dão dignidade, os cargos recebem aplauso mas os encargos ninguém vê quando são bem executados, então não vale na economia social do imediatismo, Jesus lembra desses que são pobres pelo espírito, aquele que é pobre de eu e é rico de ego o egoísmo egotismo egocentrismo mas esse eu transcendental que ele tem ocasião de exaltar num momento culminante de sua jornada nos jardins das oliveiras quando os bandidos veem aprisiona-lo e perguntam e alta voz: Quem é Jesus de Nazaré? Sou eu -  brandamente responde Jesus. Era um ser que transcendia a forma, que estava acima dos limites materiais, “eu sou” ou “sou eu”.
     É exatamente este eu, destituído de coisas, mas que é a realidade que merece de Jesus essa colocação: bem aventurado os pobres pelo espírito” pelo espírito de amor, de abnegação, de caridade, isso pode parecer muito pueril, porque no mundo que nós entorpecemos com as nossas paixões, e que celebrizamos através das ambições sempre insaciadas, ser, parece não ter muito valor porque a nossa disputa é aparecer, faze-se escândalos somente para aparecerem, atiram-se em abismo sem fundo somente para chamar atenção, no entanto o ser que plenifica é deixado a margem, é necessário ser pobre pelo espírito, usar sem abusar, desfrutar os bens da terra, que são mensagens dos bens do céu, mas deixa-los com a naturalidade de quem não os tem, porque tudo aquilo que nós temos, não pode termos a nós,

- Quantas pessoas me dizem: Eu imagino morrer e respondo que é uma fatalidade, e retrucam não é por isso, é pelo que vou deixar, eu digo mais pode levar pelo menos uma parte, o problema é levar ad eternun, porque chega o momento em que tem que ficar nos lugares onde foram conseguidos. 

     Esses Valores são meios, não é a finalidade essencial, necessitamos do agasalho quando faz frio, mas nos liberamos dele quando sentimos calor, não é justo estarmos carregando aquilo que é supérfluo no momento que não tem nenhum significado, assim também as quinquilharias, elas valem como dizem os grandes místicos, porque distraem, e muitas vezes nos distraímos com essas ilusões essas pequenezas que nos enganam por um pouco é um relax diante do cansaço natural na nossa existência. A primeira proposta de Jesus, portanto é “bem aventurados aqueles que são pobres pelo espírito” para que sejam ricos das bênçãos de Deus.


Palestra proferida pelo orador espírita Divaldo Franco.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Centro Vitais - Espírito, Perispírito e Corpo



    Regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário7, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciências da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito.

    Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma e, consequentemente, no corpo físico, por redes plexiformes, destacamos o centro cerebral contíguo ao coronário6, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras; o centro laríngeo5, controlando notadamente a respiração e a fonação; o centro cardíaco4, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base; o centro esplênico3, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo; o centro gástrico2, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização, e o centro genésico1, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas.

Espírito, Corpo, Perispírito

1 - Deus - Espírito - Matéria - Fluido Cósmico:

Para melhor compreensão do fenômeno mediúnico, é importante se estabeleça a interdependência entre o corpo, o perispírito e o Espírito.Para tanto, imprescindível aceitemos seguramente a existência e sobrevivência deste. Allan Kardec afirma: Antes de travarmos qualquer discussão espírita importa indaguemos se o nosso interlocutor conta com esta base:

CRER EM DEUS
CRER NA IMORTALIDADE DA ALMA
CRER NA SOBREVIVÊNCIA DA VIDA APÓS A MORTE

Sem isso seria tão inútil ir além, com querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não a admitisse. (1) Assim sendo, relembremos, com a Doutrina Espírita:
DEUS - Inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. Nosso pai e criador.
ESPÍRITO - Princípio inteligente do universo. O elemento espiritual individualizado constitui os seres chamados ESPÍRITOS; do mesmo modo que o elemento material individualizado constitui os diversos corpos da natureza, orgânicos e inorgânicos.
MATÉRIA - Princípio que dá origem e formação aos corpos. Instrumento de que se serve o Espírito e sobre o qual ao mesmo tempo exerce a sua ação.
FLUIDO CÓSMICO - Desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria, propriamente ditas, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer diretamente ação sobre ela. É fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conhecemos uma parte mínima.Este fluido universal, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio, sem o qual, a matéria estaria em perpétuo estado de desagregação e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. (2) Abstraindo-se o Espírito, tudo o que existe no Universo é oriundo do fluido cósmico, não só o princípio material, quanto as leis que o regulam, tudo nele se alicerça. O fluido magnético e o fluido vital são apenas algumas das inúmeras modificações do fluido cósmico. Pela sua característica de extrema maneabilidade e variadas funções, podemos dizer que se a matéria é manipulada pelo homem, as criaturas fluídicas são elaboradas mentalmente pelos Espíritos (encarnados ou desencarnados), uma vez que o fluido obedece ao seu comando mental. André Luiz assim o conceitua: “O Fluido cósmico é o plasma divino, hausto do criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Neste elemento primordial vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”. (3)

2 - CORPO - ESPÍRITO - PERISPÍRITO:

Quando vivo, o homem constitui-se de:

CORPO FÍSICO- Componente material análogo ao dos animais. É, ao mesmo tempo, invólucro e instrumento de que se serve o Espírito. De vida efêmera, sujeita-se às transformações da matéria. À medida que o Espírito adquire novas aptidões, pelas reencarnações, utiliza-se de corpos físicos mais aperfeiçoados, condizentes com suas novas necessidades.

ESPÍRITO- Alma ou componente imaterial. O progresso é a sua condição normal e a perfeição a meta a que se destina. Imortal, preexiste e subsiste ao corpo físico que lhe serve de instrumento. Retornando ao Plano Espiritual, após o desencarne, conserva a sua individualidade, preparando-se para novas metas em sua ascensão evolutiva.

PERISPÍRITO- Envoltório fluídico de que se serve o Espírito em suas manifestações extra-físicas. Semi-material, participa ao mesmo tempo da matéria pela sua origem e da espiritualidade pela sua natureza etérea. Corpo espiritual que durante a reencarnação serve de elo entre o corpo físico e o Espírito.

3 - O PERISPÍRITO:

   O perispírito, ou corpo fluídico, também conhecido como corpo astral, psicossoma, corpo celeste e outras denominações, é o corpo de que se serve o Espírito como veículo de sua manifestação no Plano Espiritual e como intermediário entre o corpo e o espírito quando encarnado. Para melhor entendimento do perispírito, analisaremos este assunto sob os seguintes prismas: constituição, função, apresentação e propriedades.

CONSTITUIÇÃO

      De natureza sutil, o perispírito é constituído do FLUIDO UNIVERSAL inerente ao globo em que estagia, razão porque não é idêntico em todos os mundos. Sua natureza está em relação direta com o grau de adiantamento moral do Espírito; daí decorre que o mesmo se modifica e se aprimora com o progresso moral que conquiste. Enquanto as entidades superiores formam o seu perispírito com os fluidos mais etéreos do plano em que estagiam, as inferiores formam dos fluidos mais densos, ou grosseiros, pelo que, seu perispírito chega a confundir-se, na aparência com o corpo físico.

FUNÇÃO

    O Espírito pela sua essência é um ser abstrato, que não pode exercer ação direta sobre a matéria bruta. Precisa de um elemento intermediário (fluido universal), daí a necessidade do envoltório fluídico - o perispírito. O perispírito faz do Espírito um ser definido, tornando-o capaz de atuar sobre a matéria tangível.É, assim, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Quando encarnado, o Espírito se vale do perispírito para atuar sobre o corpo e sobre o meio ambiente e, por seu intermédio, recebe sensações dos mesmos. Despojado do corpo físico, pela desencarnação (morte), o Espírito permanece com o perispírito, veículo de sua manifestação no Plano Espiritual.

APRESENTAÇÃO

    O perispírito toma a forma que o Espírito queira. Atuando sobre os fluidos espirituais, por meio do pensamento, e da vontade, os Espíritos imprimem a esses fluidos tal ou qual direção: Aglomeram-nos, combinam ou dispersam, forma conjuntos de aparência, forma e cor determinadas. Essas transformações, obedecendo a vontade do Espírito, permitem-lhe ter ou apresentar-se com a forma que mais lhe agrade. Podendo, num dado momento, alterar sua aparência instantaneamente. Essas transformações podem ser o resultado de uma intenção ou o produto de um pensamento inconsciente. Se num ambiente o Espírito apresenta-se com a aparência de sua última existência, pode, inconscientemente, modificar-se no recinto; algo, ou alguém o faz recordar-se de uma precedente reencarnação. Tão logo desliga o seu pensamento do passado, retorna à aparência atual.

PROPRIEDADES

     Um Espírito pode, portanto, apresentar-se ao médium com a aparência de uma existência remota (vestuário ou outros sinais característicos da época, inclusive cicatrizes, etc), embora isto não signifique que ele conserve normalmente essa aparência, mas sim a de vidas posteriores (geralmente a última experiência na Terra). Mesmo um Espírito apenas intelectualmente desenvolvido, embora moralmente atrasado, pode apresentar-se ao médium sob a aparência que deseje (pela disposição do seu pensamento), até mesmo de uma outra entidade, num processo de mistificação espiritual. Normalmente, no entanto, o perispírito retrata a condição íntima do Espírito, razão pela qual, premido por um estado consciencial de culpa, este se apresenta portando inibições, defeitos, aleijões, ou problemas outros, dos quais, embora o desejasse, não se pode furtar.

                             Imagem: Evandro Sirqueira


4 - REFERÊNCIAS:

(1) “O Livro dos Médiuns” - FEB - Rio de Janeiro - 29ª edição.
(2) “O Livro dos Espíritos” - FEB - Rio de Janeiro - 30ª edição.
(3) “Evolução em Dois Mundos” - FEB - Rio de Janeiro - 1ª edição.
(4) “A Gênese Segundo o Espiritismo” - FEB - Rio de Janeiro - 9ª edição.


Fonte: 
http://www.espirito.org.br/portal/cursos/curso-básico-mediunidade-03.html
Francisco Cândido Xavier - Evolução em Dois Mundos - pelo Espírito André Luiz.